sábado, 16 de março de 2019

O cérebro da criança com transtorno do espectro autista





Se o cérebro da criança com transtorno do espectro autista fosse uma casa, seria um lugar cheio de barulho em todos os cômodos, com uma fiação muito complexa e paredes muito sensíveis a qualquer estímulo.
Esse excesso de sinapses ou de conexões neurais do cérebro da criança com transtorno do espectro autista gera alterações muito variadas e particulares em cada criança, de forma que raramente dois casos serão iguais.
Não importa o avanço da ciência. De nada serve que cada ano conheçamos mais dados sobre esses transtornos neurológicos do desenvolvimento que afetam uma parte significativa da nossa população. A falta de consciência, os estereótipos e as imagens errôneas que temos sobre essa condição fazem com que percamos muito do que o conhecimento poderia nos oferecer.
As crianças e adolescentes com TEA (transtorno do espectro autista) podem ter um comportamento rígido com o qual é difícil de lidar, não há dúvida. Podem dispor também de uma mente privilegiada ou apresentar déficits intelectuais graves. Apesar desse mundo enigmático no qual muitas vezes eles ficam pairando, suspensos no tempo, eles também nos surpreendem em vários momentos com sua força, sensibilidade, necessidade e afeto.
As famílias também são muito admiráveis. Um amor incansável  sempre cheio de energia que luta não só diante dos estereótipos, mas que também tenta criar alianças junto ao resto dos agentes sociais: médicos, especialistas, professores, psicólogos e outros coletivos entregues por completo a essas crianças.
Por isso, um modo de ajudá-los é compreendendo um pouco melhor essa realidade interna que acontece dentro do cérebro da criança com transtorno do espectro autista, nessas mentes que em um dado momento do desenvolvimento ficaram suspensas em um ponto particular sem volta. Vejamos mais a seguir.
“Eu te escuto melhor quando não estou te olhando. O contato visual é algo incômodo. As pessoas nunca entenderão a batalha que eu enfrento para poder fazer isso”.
-Wendy Lawson, 1998-

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