segunda-feira, 25 de maio de 2015

Normativo de referência - Decreto-Lei nº. 3/2008

Em Portugal, o Decreto-lei nº. 3/2008, publicado a 7 de janeiro, norteia, atualmente, o sistema de Educação Especial, referindo que a “educação inclusiva visa a equidade educativa, sendo que por esta se entende a garantia de igualdade, quer no acesso quer nos resultados. No quadro da equidade educativa, o sistema e as práticas educativas devem assegurar a gestão da diversidade da qual decorrem diferentes tipos de estratégias que permitam responder às necessidades educativas dos alunos”.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Atividades para Dislexia (Jogos Educativos)



Anagrama

Forma uma palavra nova com as letras da palavra dada.
Pedra: ___________
Sapo: ____________
Papo: ____________
Vela: _____________
Rato: _____________
Cabo: _____________
Amor: _____________
Cabo: _____________                                                                  

Várias palavras
Escreve (diz) palavras que contenham a parte principal da palavra que é dada:
Exemplo:
Casa: casamento, casar, casal, casarão, casinha, casado

Atividade

Pesca: __________________________________________
Estalo: __________________________________________
Pensar: __________________________________________
Cantar: __________________________________________
Estrela: __________________________________________
Amar: ___________________________________________      

sábado, 25 de abril de 2015

Dislexia e agora????


Um aspeto fundamental na posição dos pais, para além de assumirem o papel do ajustamento familiar, é fomentarem atitudes positivas em relação à aprendizagem e de ajudarem o filho a organizar o estudo. Apresento algumas sugestões para estimular e facilitar uma atitude positiva face à leitura e à escrita.
- Leia e mostre ao seu filho que lê e escreve com diversos objetivos: informar-se das notícias, consultar um dicionário, ler a previsão do tempo, ver as instruções de um jogo ou de um aparelho, seguir os passos de uma receita culinária, fazer depósitos no banco, escrever um postal, carta ou convite, fazer uma lista de compras, escrever um diário;
- Demonstre e partilhe ao seu filho como sente prazer em ler nos tempos livres; 
- Vá com o seu filho a livrarias, folhear e comprar livros e vá a papelarias explorar e adquirir materiais de escrita;
-Tenha à disposição do seu filho materiais diversificados de leitura e escrita com figuras, com diferentes formatos e conteúdos variados: aventuras espaciais, ciências naturais, história, contos tradicionais, etc;
- Incentive o seu filho a manusear livros com frequência, cuidado e respeito; 
- Aproveite situações em que o seu filho coloque questões, para consultar o dicionário, enciclopédias ou fazer pesquisas na Internet;
 - Comente aquilo que lê e mostre como, mesmo sendo adulto, continua a aprender coisas novas através da leitura; 
- Debata livros e acontecimentos atuais em família, nomeadamente às refeições;
- Faça jogos linguísticos, como trava-línguas, adivinhas, rimas, provérbios ou poemas, utilizando alguns livros;
- Prepare dramatizações de contos, através da mímica, fantoches ou marionetas, com toda a família. Leiam e preparem as partes de cada um, em conjunto;
- Leia as histórias que mais impressionavam o seu filho quando era pequeno, tentando que ele se recorde das ações da história e vá adicionando pormenores ou prevendo o que se sucede;
- Compre-lhe livros com conteúdos do seu interesse e assinem revistas. Incentive o seu filho a dar livros como presentes de aniversário aos amigos;
- Valorize as pessoas que gostam de ler; 
- Transcreva ou incentive o seu filho a escrever contos inventados por ele, respeitando as suas palavras e frases. Partilhe-os com familiares e amigos na presença do seu filho. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Envolvimento Parental na criança com dislexia


Os pais têm uma grande importância e são objeto de atenção redobrada, uma vez que a falta de bem-estar no seio da família, motivada por complicações ou dificuldades, pode ser a causa dos problemas dos seus descendentes. A família é considerada um dos pilares mais importantes no processo de ensino e aprendizagem, por este motivo, se fizerem parte integrante da equipa de intervenção desde o diagnóstico ao tratamento, estão a criar condições emocionais e de sustentabilidade ao aluno.  

sábado, 18 de abril de 2015

Dislexia fonológica

Encontramo-nos perante uma dislexia fonológica quando se realiza uma leitura visual das palavras. A leitura visual corresponde a uma leitura onde se observam as palavras de forma global, deduzindo em vez de ler, as palavras conhecidas. Torna-se difícil sobretudo na leitura de palavras compridas, pouco frequentes e pseudopalavras. Podem ler 'casa' em vez de 'caso', adivinhando a palavra em vez de a ler. Também pode cometer erros morfológicos ou derivados, em que confundem os sufixos: comia / comendo, calculadora, calcular...
Nas crianças que têm dislexia fonológica encontramos estes erros mais comuns:
  • Confusões nas letras: d-b, p-q, b-g, u-n, g-p, d-p;
  • Omissões de letras-sílabas-palavras: chave/cave;
  • Inversões nas letras-sílabas: pai/pia;
  • Reiterações de sílabas-palavras: cozinha/cocozinha;
  • Substituição de palavras;
  • Invenções de palavras: quê/e de quê;
  • Hesitações nas palavras desconhecidas;
  • Ortográficos em palavras novas ou desconhecidas.



Tipologia da dislexia



Antes de conhecer a tipologia da dislexia, deve-se diferenciar a dislexia adquirida e a dislexia de desenvolvimento.
Quando falamos de dislexia adquirida, fazemos referência a uma dislexia causada por uma deterioração cerebral de origem congênita ou não, ora seja por infartos ou acidentes cerebrais. Está definida por uma dificuldade na leitura e na escrita, geralmente esta dificuldade obedece ao deterioramento específico que sofre a área do cérebro responsável desta atividade.
Quando falamos de dislexia de desenvolvimento, fazemos referência a uma dislexia como transtorno da linguagem que afeta a habilidade de ler e escrever, afetando às vezes também, outros aspetos da linguagem. As crianças com dislexia apresentam problemas no ritmo e velocidade na linguagem escrita e lida. Não se poderia considerar dislexia de desenvolvimento em crianças que apresentaram um atraso mental ou que tiveram algum acidente cerebral.